
Ando vagando neste labirinto,
ao qual pertenço, desde que nasci.
Tem sido meu grilhão e minha casa,
e minha salvação e danação.
Ali me assiste horrendo Minotauro,
que dei à luz como meu companheiro.
Ele me nutre de meu próprio sangue,
da carne que acabou de me arrancar.
A cada encontro a besta me sugere
que sou o labirinto em que me perco,
a minha própria pedra de tropeço,
sou estes muros contra os quais me bato,
sou a vertigem a rondar meus olhos,
sou o monstro que me há de devorar.
Obs.: Este poema recebeu o prêmio de segundo colocado no Concurso Literário "Flor do Lácio", do Sitraemg, em 2008.
Leonardo Ramos.
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