segunda-feira, 13 de junho de 2011

Playlist da semana

Hoje, homenagem aos pombinhos pelo Dia dos Namorados de ontem.

1) The Cure - Lovesong



2) Coldplay - Yellow



3) Elbow - One day like this



4) The Smiths - There is a light that never goes out



Hermes.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

God only wants you

Empresto minha vontade de me expressar à excelente banda Ours, com a música "God only wants you" do belíssimo álbum Mercy (Dancing For The Death Of An Imaginary Enemy).



"Can you say
God only wants you too
God only wants you to be
God only wants you...

Can you feel
God only wants you too
God only wants you to dream
God only wants you...

Forever, forever, forever, forever, forever, forever can....
And it seems so hopeless...

Can't you see
I only wanted you
I only want you for me
I only want me...

Could it be
if I was the only,
if I was the only for you,
if I was the lonely...

Forever, forever, forever, forever, forever, forever can...
And it seems so, hopeless...

Forever, forever, forever, forever, forever, forever can...
And it seems so hopeless...

Can you say
God only wants you too
God only wants you to be
God only wants you..."

Leonardo Ramos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Playlist da semana

Para quem ainda não conhece, um movimento musical mais ou menos recente, o trip-hop. Para quem já está familiarizado, é só curtir a viagem...

1) Portishead - Western eyes



2) Massive Attack - Angel



3) Tricky - Evolution Revolution Love



4) Hooverphonic - Circles



Hermes.

sábado, 4 de junho de 2011

Oração das 4h40 (Incompletas)

Quando, por fim, meu tosco lábio tocaria
sedento, o teu – ah, deus! –, eu não compreendia
que, como Páris, tendo em vista a bela Helena,
atrairia de altos céus a ira mais plena.

Na noite – mais iluminada do que o dia –
considerei que a dor jamais me alcançaria.
Eu não imaginei, porém, que aquela cena
tamanho ódio causaria em Atena.

Julgando justo o que era justo, adormeci
na justa paz desse pacífico começo;
mas, quando acordo, inda feliz por que vivi,

surpreso e solitário eu colho o que mereço:
o castigo de Hera, pois não a escolhi,
e que Afrodite venha reclamar seu preço.

Leonardo Ramos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

De repente...

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes
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Leonardo Ramos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Playlist da semana

Hoje, Beatles. Sempre vai bem, em qualquer ocasião.

1) The Beatles - Get Back



2) The Beatles - Revolution



3) The Beatles - Fool on the hill



4) The Beatles - Free as a bird



Hermes.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Playlist da semana

Leonardo não foi um bom administrador dos momentos musicais - que é o que embeleza este albergue meio acinzentado. A partir de hoje, eu, Hermes, assumo o posto e prometo que o nome "semana" que encima a postagem será respeitado.

Esta semana, vocais classudos e melancólicos.

1) The National - Sorrow



2) Cousteau - Jump in the river



3) The Dears - Galactic Tides



4) Eddie Vedder - Long Nights



Hermes.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Braços

Quando se cai no abismo da saudade,
busca-se, em vão, lembranças a salvar:
murmúrios, odores, a suavidade
das mãos entrelaçadas, um olhar,

o falar só por falar, a vontade
de, do abraço, não mais se separar,
o riso sem motivo, a intensidade
dos braços que procuram se enlaçar.

Mas nada nos impede de cair
quando o Hades nos está a reclamar.
E, com Orfeu, nós vamos descobrir

que o mais embasbacante é constatar
que aquele amor que deveria unir
serviu, somente, p’ra nos apartar.

Leonardo Ramos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mãos

Há na separação uma tal propriedade
que, desligando aquilo que se achava unido,
constrói, num laço, um vínculo de intimidade
inteiramente novo, mas não desconhecido,

porque o pensar – esse artifício da saudade –
erige fortes contra a solidão e o olvido:
é como Psiqué guardada na soledade,
feliz mesmo na espera, alheia ao alarido.

Faz muito tempo, Zéfiro levou-te embora
aos altos montes deste amargo afastamento,
longe de mim, perdido em devaneios meros;

mas haverá uma noite e, então, uma aurora;
e, unindo nossas mãos, num descortinamento,
contemplaremos – sob o véu – a face d’Eros.

Leonardo Ramos.